Acesso com equidade e qualidade deve ser foco na educação infantil

Nos últimos 20 anos, o Brasil deu importantes passos na educação infantil com a criação de marcos legais que reconhecem os direitos de aprendizagem de todas as crianças e sugerem ações conjuntas para apoiar o desenvolvimento até os seis anos de idade. No entanto, em um cenário de congelamento de recursos para educação, o país ainda precisa dar conta de tarefas como ampliação do acesso, promoção de equidade, garantia de infraestrutura adequada, melhoria a formação de professores e definição de indicadores para acompanhar a qualidade do trabalho e das interações pedagógicas que acontecem em creches e pré-escolas.

Para o consultor em educação infantil Vital Didonet, ex-presidente da OMEP (Organização Mundial para a Educação Pré-Escolar), um dos maiores desafios da etapa está no cumprimento da primeira meta do PNE (Plano Nacional de Educação), que determina que o acesso a pré-escola deveria ter sido universalizado até 2016 e a oferta de vagas em creches ampliadas para atender 50% das crianças de 0 a 3 anos até 2024. “Se é obrigatoriedade, nós temos que dar conta”, afirma.

Ao mesmo tempo que é necessário olhar para a expansão de matrículas, Didonet alerta para o horizonte de contingência de recursos e de interrupção de contratos do Programa Proinfância, voltado à construção de creches e pré-escolas e à aquisição de mobiliário e equipamentos. “E aí qual é o risco? Fazer convênio com creches comunitárias que, por melhor que sejam, não são públicas, com uma proposta pedagógica acompanhada pela secretaria de educação”, avalia Vital. Nesse sentido, ele adverte que os municípios precisam oferecer assistência técnica e supervisão adequada para garantir a qualidade em entidades conveniadas, filantrópicas e assistenciais.

Na busca pela expansão de vagas, a redução de desigualdades também é um fator fundamental a ser considerado pelas políticas públicas voltadas para educação infantil. “As crianças de classe média e alta têm um percentual de atendimento pela creche maior do que o das famílias de renda mais baixa. Os mais pobres são os que têm menos atendimento e, ao mesmo tempo, são os que mais precisam. O ambiente é determinante para o desenvolvimento da criança”, aponta o consultor, ao mencionar que nessa fase da vida as interações e estímulos são fundamentais para o desenvolvimento da criança.

As crianças de classe média e alta têm um percentual de atendimento pela creche maior do que o das famílias de renda mais baixa. Os mais pobres são os que têm menos atendimento e, ao mesmo tempo, são os que mais precisam

O debate sobre expansão de acesso e universalização, no entanto, não pode ser visto como um polo oposto aos indicadores de qualidade. De acordo com Maria Thereza Marcilio, fundadora da ONG Avante, que atua na educação e mobilização para a garantia de direitos sociais, todas as crianças têm direito a uma educação infantil de qualidade. “Isso significa basicamente ter uma opção política”, destaca, ao citar o conhecido caso da cidade italiana Reggio Emilia, que hoje é uma referência mundial nesta etapa. Após o fim da Segunda Guerra Mundial, os moradores do norte da Itália decidiram que a melhor forma de reconstruir a cidade seria com investimentos em educação de qualidade, e isso deveria começar na infância.

Na avaliação de Maria Thereza, a qualidade da educação infantil passa por alguns itens fundamentais, como a formação de professores, as condições de trabalho, a infraestrutura e a relação entre adultos e crianças. Tudo isso diante de um cenário onde a Emenda Constitucional 95 limita por 20 anos os gastos públicos nas áreas sociais, entre elas a educação.

 

Fonte: http://porvir.org/acesso-com-equidade-e-qualidade-deve-ser-foco-na-educacao-infantil/

Google lança campanha para destacar alunos e educadores inovadores

Inovar para Brasil, evento organizado pelo Google for Education, conta histórias inspiradoras do uso da tecnologia dentro e fora da sala de aula. 

Ter um problema e encontrar a solução. Dessa forma, a estudante Ana Carolina Neris, 16, idealizou um projeto para melhorar o acesso à saúde pública da sua cidade, Itabuna, no sul da Bahia. Com a ajuda de professores, ela criou o Hack Saúde, um aplicativo que visa otimizar o atendimento nos postos de saúde.

Assim como ela, Renan Silva Nunes, 15, e os universitários João Paulo Avelar e Anderson Crizol, 21, contaram como utilizam a tecnologia para inovar durante evento organizado pelo Google for Education, nesta terça-feira (28), em São Paulo (SP).

 

Fonte: http://porvir.org/google-lanca-campanha-para-destacar-alunos-e-educadores-inovadores/

Três em cada 10 brasileiros são analfabetos funcionais

Três em cada 10 brasileiros na faixa de 15 a 64 anos são considerados analfabetos funcionais – ou seja, apresentam limitações para fazer uso da leitura, da escrita e da matemática em atividades cotidianas. Isso inclui, por exemplo, reconhecer informações em um cartaz ou fazer operações aritméticas simples.

Os dados são do Indicador de Alfabetismo Funcional (Inaf) de 2018, estudo realizado pelo Ibope Inteligência e coordenado pela ONG Ação Educativa e pelo Instituto Paulo Montenegro. A pesquisa, realizada entre fevereiro e abril deste ano, ouviu 2.002 pessoas, distribuídas proporcionalmente em todas as regiões do país.

O primeiro Inaf foi realizado em 2001. De lá para cá, houve avanços no nível de escolaridade da população. A proporção de brasileiros entre 15 e 64 anos que chegaram ao ensino médio, por exemplo, aumentou de 24% para 40%. No caso do ensino superior, o número passou de 8% para 17%.

Apesar disso, a taxa de analfabetismo funcional encontra-se estagnada pelo menos desde 2009. Naquele ano, o índice foi de 27% – valor que se repetiu em 2011 e 2015, últimas edições do Inaf antes de 2018, quando a taxa chegou a 29%. 

 

Escolaridade

Os dados demonstram que, quanto maior a escolaridade, maior a condição de alfabetismo. Entre aqueles que chegam ao ensino médio ou concluem a etapa, por exemplo, cerca de 13% são analfabetos funcionais – contra uma média de 34% nos anos finais do ensino fundamental e 70% nos anos iniciais da etapa.

Ainda assim, há dados alarmantes mesmo entre aqueles que alcançam escolaridade mais alta. Apenas 34% dos que chegam ao ensino superior são considerados proficientes, nível mais elevado da escala de alfabetismo. O mesmo ocorre no ensino médio: apenas 45% dos entrevistados que chegaram à etapa situam-se nos dois níveis mais altos da escala, sendo 12% considerados proficientes e 33% no grau intermediário.

 

Idade

A pesquisa mostrou diferenças significativas nas taxas de analfabetismo funcional entre jovens e mais velhos. Na população entre 15 e 24 anos, 12% são considerados analfabetos funcionais. No caso dos que se situam na faixa entre 50 e 64 anos, o valor chega a 53%.

 

Cor / Raça

O Inaf também detectou desigualdade entre os níveis de alfabetismo da população negra e da branca. De acordo com o estudo, 77% dos brancos são considerados funcionalmente alfabetizados. No caso dos pardos e pretos, esse número cai para 70% e 65% respectivamente.

 

Fonte: http://www.revistaeducacao.com.br/tres-em-cada-10-brasileiros-sao-analfabetos-funcionais-1/

Prova Brasil: vêm aí os resultados

Os resultados da Prova Brasil de 2017 serão divulgados esta semana pelo MEC. Há muito sobre o que refletir sobre a principal avaliação da educação básica. Os resultados são sempre divulgados em ano eleitoral – seja de eleição de Presidente e Governadores, seja de eleição de prefeitos. Políticos sempre farejam para ver se há algo que favoreça a sua imagem. Isso vem contribuindo para aumentar o interesse no tema. Vale notar também o amadurecimento da imprensa, que se interessa cada vez mais e de maneira cada vez mais profissional pelo assunto. Parece superado o tempo em que o “press-release” do MEC encerrava o assunto.

Surpresas são raras em qualquer prova bem-feita e que se repete com uma frequência tão elevada – de dois em dois anos. Eventuais baixas não esperadas quase sempre têm explicações plausíveis. Eventuais altas inesperadas, além de raras, são suspeitas. Qual a razão de tanto interesse?

A principal razão é exatamente essa: identificar surpresas não-suspeitas, observar tendências que se consolidam ou desmentir pseudo-avanços que não se sustentam. A outra razão é a velocidade com que vem se tornando possível analisar os dados em confronto com outros. Uma terceira razão é o aumento do nível de sofisticação das análises e dos analistas – foi-se o tempo de opiniões simplistas e simplórias. Autoridades e jornalistas tomam cada vez mais cuidado para pesquisar e balancear suas reportagens, sob o risco de se desmoralizarem.

Avaliação é sempre um momento para reflexão – e nesta rodada da Prova Brasil, há muito sobre o que refletir. Em breve, na primeira página dos jornais – e também aqui neste blog.

 

fonte: https://veja.abril.com.br/blog/educacao-em-evidencia/prova-brasil-vem-ai-os-resultados/

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